CONTA DE LUZ DEVE FICAR MAIS CARA EM 2026 E PODE SUBIR ACIMA DA INFLAÇÃO
Foto: Divulgação
Os brasileiros devem preparar o bolso: a tarifa de energia elétrica tem previsão de aumento médio de cerca de 8% em 2026, percentual superior aos índices de inflação estimados para o período. A projeção aponta um cenário de pressão sobre os custos do setor elétrico, com impacto direto no consumidor final.
Um dos principais responsáveis pela alta é a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), encargo incluído na fatura de energia para custear políticas públicas. Para 2026, o orçamento previsto é de R$ 52,7 bilhões, sendo que a maior parte — R$ 47,8 bilhões — será paga pelos próprios consumidores. Esse crescimento representa uma elevação significativa em relação ao ano anterior e pode, sozinho, influenciar em até 4,6% no reajuste das tarifas.
Outro fator que pesa na conta é a expectativa de condições menos favoráveis nos reservatórios, o que pode exigir maior uso de fontes de energia mais caras, como as termelétricas. Além disso, encargos do setor e o aumento nas receitas das empresas de transmissão também contribuem para o encarecimento da energia.
Apesar do cenário de alta, existem pontos que ajudam a reduzir parte desse impacto. Entre eles, estão a devolução de créditos tributários de PIS/Cofins aos consumidores e a manutenção da estabilidade nos custos da energia produzida pela usina de Itaipu.
Também entra no cálculo a integração de Roraima ao Sistema Interligado Nacional, prevista para 2026. Embora a medida possa elevar despesas no curto prazo, a expectativa é de economia ao longo do tempo, já que substituirá a geração local, mais cara, pela energia do sistema nacional.
Com esse conjunto de fatores, a tendência é de que o custo da energia elétrica siga pressionado, exigindo atenção redobrada dos consumidores nos próximos anos.
Pádua Gallo
Comunicador, reporter e radialista.
Diretor da Rádio Cidade Nova FM - 104,9Mhz.
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